sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Solidão?

Boa noite, dia, pois já são mais de meia noite. Costumo chegar essa hora em casa :s
Estou, cansada, deprimida e irritada..
Vou contar fatos que veio a minha mente, não saberei diferenciar a realidade do mundo das idéias, ou seja lá o que for. Não vou pensar igual ao Aristóteles, que estava buscando o belo na realidade, não busco o belo e muito menos a realidade, é dela que tento fugir..
Então, aqui começa mais uma das histórias que não sei distinguir o que faz parte de mim, e o que é fruto da minha imaginação.
Eu estava chegando em casa, era uma noite fria dessas, meu coração apertado, meus sentimentos.. tristes, lágrimas queriam fugir pelo meu olho, e eu, sem saber o que fazer, escuridão, solidão..
    Cheguei em casa, troquei de roupa, escovei os dentes.. fui dormir. Mas, nada consegui, já que o sono não vinha, e a dor, o aperto no coração, continuava, e ao meu lado, havia um objeto cortante. Ah, aquele objeto, ele realmente queria ser usado, estava me fazendo usa lo..Usei, me cortei, cortei, cortei, cortei, sangue saia, os cortes ali, me olhando, as lágrimas caiam, eu perdia o controle, nada mais estava saindo como o esperado, o que iria ocorrer dali pra frente, ninguém sabia. Estavam todos dormindo em minha casa, logo, eu poderia fazer qualquer coisa que ninguém notaria. Neste instante, começou a arder.. uma ardência que pela primeira vez, era boa, toda aquela dor, aquele sentimento de raiva, tristeza, havia sido levado pelo sangue.
   E assim outra noite terminou, elas acontecem um dia ou outro, sem controle, sem dó nem piedade, essa dor, essas noites, são algo que eu realmente não gosto de lembrar, nem mesmo que eu queira, me doi saber que eu me corto, sem ter uma razão para isso, meus pais me dão tudo que eu quero, e se não podem dar, eles arrumam um jeito, e ali estou com o que eu tanto queria, namorado? isso não tenho, não tenho ninguém. Amigos? isso ai, chamo de colegas. Amigas? só tenho uma, que admiro muito, por ser mais forte que eu.
Aqui digo uma passagem da vida de qualquer pessoa, desvinculada totalmente com a minha vida, com a minha visão de mundo. Vou parar por aqui, pois meus olhos não querem permanecer abertos.
Boa noite pupilos!